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Eu nunca assisti Pokémon. Mal sei o nome dos personagens. Já chamei o Zubat de Jubarte, o Weedle de minhocoleta e o Pinsir de carrapato chifrudo (e acabei de “colar” do aplicativo os nomes), mas mesmo assim eu estava empolgada para que o jogo lançasse no Brasil. Queria jogar, estava curiosa tanto como publicitária, para saber o motivo da febre desse jogo e as oportunidades, quanto como usuária, para ver se eu ia gostar, como era a tal da realidade aumentada e quais eram os objetivos.

Assim que lançou, só se ouvia falar disso, até deu uma leve enjoada e não baixei o jogo porque meu celular não suportava, mas tudo bem, já tinha comprado outro (por outros motivos, claro!) e logo estaria no universo Pokémon.
Assim que comecei a jogar foi muito difícil entender, afinal eu não conhecia – e ainda não conheço – nada sobre pokémons! Mas percebi que muito além de um jogo viciante, ele tem muita conexão com a realidade e FAZ AS PESSOAS SAÍREM DE CASA. Tem muita gente resmungando pelos 4 cantos do Facebook que quem joga Pokémon é um bando de retardado, que não tem o que fazer, que é perigoso, torcem pros jogadores serem assaltados e já li absurdos do tipo: tanto cachorro na rua e você aí caçando Pokémon. O QUE CARALHOS UMA COISA TEM A VER COM OUTRA? Mas o foco aqui é outro. As pessoas estão nos parques, nas praças, nas ruas e mesmo que o motivo seja Pokémon, elas estão passeando, interagindo! Uma amiga minha (beijo, Iris) reconheceu que ela só pegou uma bike em Santos e passeou pela orla por causa dos Pokémons. Mas tá aí! Ela pegou uma bike e passeou pela orla, num dia em que provavelmente ela teria ficado na casa dela o dia todo deitada e assistindo TV!

Se os Pokémons estão nos parques, as pessoas estão indo para lá. No meu caso é o contrário. Se eu vivo em parques patinando, por que não aproveitar e caçar Pokémons? E é isso que eu tenho feito! Ontem mesmo fui patinar no skate park em São Bernardo e aproveitei os pokéstops e cacei todos os Pokémons que encontrei enquanto patinava. Olha aí o vídeo que fiz mostrando a caça:

 

No sábado passado eu estava patinando no Ibirapuera e, pelo que entendi do jogo, os Pokémons ficam em lugares onde o fluxo de pessoas é grande e onde tem grama, ou seja, imagine o tanto de coisa que tinha no Ibira! E o quanto de adolescente que só ficava jogando videogame trancado no quarto foi até o parque, ar livre, vento na cara, pessoas!

Então fica aqui a dica: Se ainda não baixou o jogo, baixe. E essa dica está vindo de uma pessoa que não tem paciência nenhuma para jogar videogame (beirando o ódio a videogames) e que nunca assistiu Pokémon. O jogo é desafiador e pode te ajudar a emagrecer, a ter uma vida mais saudável e ativa, porque ele te faz andar! E existem desafios que você precisa andar 2… 5… 10 quilômetros para cumprir, fora que com o jogo aberto em um parque, por exemplo, são tantos Pokémons, tantos pokéstops para recarregar ítens como a pokéball  (vixi tô achando que pokémanjo tudo haha), que quando você vê já está andando há 1 hora. Foi o que aconteceu comigo sábado depois de patinar. Pensei: vou embora caçando Pokémons! O portão de saída de onde parei o carro estava há uns 10 minutos, mas desviei tanto o caminho por conta do jogo que levei 1 hora. 1 hora a mais andando e gastando calorias!

Então faça isso também! Baixe o jogo, vá a parques, pegue uma bike, pegue seu patins, ande a pé e cace Pokémons!!! E se você é da turma que fala mal do jogo, espero que você esteja começando a mudar de ideia depois deste post. Sei que tem a parte perigosa, a parte ruim… mas se souber um limite, jogar com consciência, principalmente para quem tem criança que gosta de jogar (a Bia mesmo está se exercitando mais por conta do jogo e quando vamos para a rua, é sempre de dia, em lugares movimentados e ela fica entre o Pedro e eu), o jogo pode ser uma ótima opção de lazer, ou pelo menos um empurrãozinho para os passeios =)