Minha história

<3

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Idade: 27

Altura: 1.72

Peso inicial: 99.8 

Peso atual: 78 

Meu nome é Luana Fernandes, sou redatora publicitária e estive em guerra com a balança durante um bom tempo e sempre perdi.

Quando criança, sempre pratiquei atividade física. Comecei ballet aos 3 anos, depois fiz ginástica olímpica – hoje chamada ginástica artística – durante anos, na adolescência pratiquei volley e academia. Era muito ativa, de final de semana ia para clube, ia para a praia, surfava, caminhava, jogava bola, até entrar na faculdade.

Adolescente

Adolescente

Eu trabalhava no shopping, tinha uma folga a cada 15 dias e fazia faculdade longe de casa e do trabalho. Já no shopping passei a comer muita besteira, nunca gostei de fast food mas como não tinha horário de almoço, tinha que comer o que era mais rápido. Chegava na faculdade direto do trabalho e atacava as coxinhas da lanchonete, fora a bomboniere que tinha do lado.

Com isso engordei muito, não praticava mais esportes por falta de tempo e minha autoestima foi indo por Coca-Cola abaixo.

Como eu ia em muitas festas da galera da faculdade, era churrasco e cerveja o final de semana inteiro, mas foi em uma dessas festas que percebi o quanto eu tinha engordado. O pessoal tirou várias fotos e postou no Orkut na época. Quando eu vi pelas fotos o tamanho que eu estava, entrei em choque. Meu braço parecia uma perna!

Na faculdade, gorda

Na faculdade, gorda

Ainda demorei um pouco para “tomar uma atitude”, me mudei para a cidade da minha faculdade e comecei a namorar, todos os programas envolviam comida e engordei cada vez mais.

Quando eu me toquei que não dava mais para ser daquele jeito, procurei um endocrinologista que queria me emagrecer a todo custo e receitou uma fórmula com três componentes que hoje são proibidos para eu tomar. Claro que fiquei determinada a comer coisas mais lights e fazer academia, mas não tinha noção nenhuma do que aquele remédio faria com minha saúde. Minha alimentação era basicamente gelatina, iogurte desnatado,  barrinha de cereal, batata cozida, salsicha e frango grelhado. Não tinha verdura, quase não tinha frutas, água eu bebia só quando estava com muita sede. Passei muito mal com o remédio, desmaiei várias vezes: na academia, no ônibus, na balada e na valsa da minha formatura. Quando me vi com 30 quilos a menos, estava mega feliz e achei que não precisava mais do remédio.

Magra com remédio

Magra com remédio

Com isso veio o efeito colateral: a compulsão alimentar. No meu aniversário eu cheguei a comer um bolo inteiro de brigadeiro. Lembro que morava com minha avó, ela foi passar uns dias na casa da minha mãe e congelou o bolo para “não estragar”. Eu comi ele congelado mesmo e ainda tive a cara de pau de dizer que levei para o pessoal do trabalho comer.

A compulsão alimentar me fez engordar 8 quilos em 1 ou 2 meses. E com o passar do tempo tudo foi piorando. Voltei a morar com minha mãe e ela morava com o namorado que era chef de cozinha, só fazia fritura, massa, molhos, pães e doces para comer.

Nesta fase eu namorava e minha ex-sogra era cozinheira, fazia doces e salgados para festas e na casa dela sempre tinha muita coisa boa para comer. Tudo era motivo para churrasco, pizza, salgadinhos fritos e sorvete. A coisa desandou demais e apesar das milhares de tentativas de emagrecer – cheguei até a voltar a tomar remédio- nada dava certo, eu começava e logo desistia. Foi uma fase péssima: problemas no trabalho, problemas no namoro, falta de amigos e de mal com o corpo. Quando achei que nada poderia ser pior, minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama.

Aí juntou minha tristeza, meu desespero e minha compulsão alimentar causada pelos remédios que tomei para emagrecer. Meu mundo caiu e eu só pensava em coisa ruim. A comida virou minha melhor amiga, a única que não me julgava, não me criticava e ainda me dava prazer.

Minha mãe sempre foi muito alto astral e encarou o câncer numa boa. Pensou positivamente o tempo todo e levou uma vida normal: namorava, passeava e ia dançar carequinha no mesmo dia em que fazia quimioterapia. Enquanto eu, com meus 20 e poucos anos, estava gorda depressiva no meu quarto e comendo.

Gorda em 2011

Gorda em 2011

Ao não suportar mais me ver naquela situação, minha mãe veio conversar comigo e dizer que eu estava fazendo muito mal a ela, que minha preocupação excessiva com o câncer dela era uma desculpa para que eu não me cuidasse. Eu não poderia fazer nada por ela, ela estava fazendo o tratamento, seguindo as orientações médicas. Eu só podia fazer por mim. Acabei ficando com um poudo de raiva deste “tapa na cara” e disse a ela – que estava lutando pela vida – que eu preferia morrer ao passar por tanta infelicidade. Ela me abraçou e pediu para eu nunca mais falar isso. Aí percebi quão mal eu estava fazendo a ela, o quanto eu estava prejudicando emocionalmente o tratamento dela e decidi mudar.

Pesquisei blogs de emagrecimento, li um livro chamado Pense Magro e fiz todos os exercícios que tinham nele, fiz um livrinho de receitas lights que peguei da Internet e voltei para a academia. O que me ajudou muito foi fazer uma lista de vantagens de emagrecer que o livro sugere. Eu colocava o celular para despertar durante o dia e ler esta lista para fixar na minha cabeça o meu objetivo. Além disso, anotava em um aplicativo no celular tudo o que eu comia e o tanto de água que eu tomava. Foi muito bom para ter controle do que eu deveria ingerir menos ou mais.

Nesta fase eu decidi reativar meu blog, mas não contei para ninguém, levava mais como um querido diário fazendo minhas anotações.

Com o passar do tempo minha autoestima e disposição foram voltando, eu estava muito determinada, já não comia mais as gostosuras da casa do meu ex-namorado, sofri um pouco com isso, todo mundo comendo bolinho de queijo super crocante e eu comendo morango. Quando eles queriam sair para jantar, eu dizia que estava cansada e preferia ficar em casa vendo filme. Meu ex viu que eu estava levando a sério e me ajudou bastante. Eu chegava na casa dele já com tudo planejado para as refeições, passava no mercado e fazia minha comida. Queríamos praticar algum esporte diferente de final de semana, pensamos em bike mas como ele mora no interior, ficaria difícil para transportar. Eu tenho um amigo que sempre me convidava para patinar com ele, eu sempre dizia que ia mas demorei muito a ir. Foi aí que meu ex e eu decidimos comprar patins, afinal era mais fácil carregar nas viagens. Foi amor à primeira patinada, diferentemente dele que andava 20 minutos e queria parar. Um dia patinando em uma praça do interior, vi uns meninos treinando slalom que são manobras em pequenos cones e pedi para eles me ensinarem. Adorei! A partir daí comecei a patinar com meu amigo que sempre me chamava para ir.

Emagrecendo com patins

Emagrecendo com patins

Comecei a emagrecer bastante e com saúde, pois já tinha noção de alimentação saudável. Com isso minha autoestima voltou e tive forças para resolver diversos problemas, como terminar o namoro, procurar outro emprego e retomar e conquistar amizades. Passei a ir sozinha no parque patinar, pedia para quem estivesse lá treinando slalom para me ensinar e com isso formamos uma galera bem grande.

O patins com certeza foi o responsável pela minha alegria de viver voltar, pois percebi o quanto sou forte e determinada, minha paixão pelo esporte só trouxe benefícios, fiquei muito mas aberta à amizades, mais bem humorada e determinada, pois queria treinar a manobra até sair perfeita. Meu corpo foi tomando outra forma também, eu nunca tive bumbum e a patinação me deixou com mais curvas.

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Desde então, conheci pessoas que me ajudaram muito, seja presencialmente ou virtualmente, meu ciclo de amizades e convivência mudou, eu passei a ter muito mais disposição como por exemplo participar de treinos ou tentar atividades novas aos finais de semana, mudei de emprego e participei até de um campeonato de slalom.

Hoje eu tenho meus deslizes ainda, infelizmente a compulsão alimentar anda comigo ainda e apesar de estar bem mais controlada, eu ainda desconto emoções na comida as vezes. Mas minha vida mudou demais, tento tirar coisas boas de tudo, de todos os momentos, lugares e pessoas.

A minha alimentação passou por algumas fases. No começo eu evitei muita gordura e produtos industrializados. Hoje em dia eu evito carboidratos como pães, massas e arroz e ingiro gorduras boas como coco, azeite e castanha. Tudo o mais natural possível. Não sigo uma determinada dieta, somente fui fazendo adaptações com o que eu me sentia melhor e me dava resultados, claro, tudo com acompanhamento de profissionais.

Minha rotina de exercícios é academia de manhã 5x por semana e patinação à noite pelo menos 2x por semana. Aos finais de semana procuro patinar ou fazer coisas diferentes como slackline e stand up paddle.

Slackline

Slackline

Ainda quero emagrecer mais um pouco, mas já não penso mais em números, o manequim 40 é apenas um incentivo. Atualmente uso 42 / 44 e me sinto bem.

Espero que tenha gostado da minha história e que ela tenha te incentivado a correr atrás de seus objetivos.

Um beijo!

 

Eu em abril de 2012 e em abril de 2013

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